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Internet

Com mais de 20 anos de existência, os blogues converteram-se numa autêntica indústria.

 

São cada vez mais os bloggers portugueses que estão a profissionalizar-se e a tornar-se celebridades. Há mesmo quem esteja disposto a deixar carreiras para estar na blogosfera a full-time a criar tendências.

 

Os bloggers são sem sombra de dúvidas os novos líderes de opinião. Alguns têm o blog como único trabalho, muitas vezes com o apoio técnico de agências especializadas e outros, apenas colecionam seguidores.

 

Hoje em dia existem uma grande diversidade de bloggers, instagramers, youtubers…

 

A criação de conteúdo online por autores independentes tem vindo a aumentar significativamente, conseguindo captar a atenção de um público que cada vez mais elege este tipo de entretenimento como de sua eleição. Em boa verdade, podemos encontrar páginas sobre tudo.

 

Um programa a não perder

 

Dado este fenómeno, a RTP estreou uma série de programas intitulada Novo Mundo Digital, da autoria de João Jacob e realização de Ricardo Espírito Santo.

 

Este programa acompanha o “behind the scenes” de vários autores de diferentes plataformas, mostrando a sua história, partilha pessoal de experiências e o que os levou a tornarem-se fenómenos no mundo virtual.

 

A Mar Digital aconselha vivamente que veja esta série e que fique a conhecer este maravilhoso e novo mundo!

 

A importância deste sector é tal que, no ano passado, os Globos de Ouro da SIC, decidiram incluir uma nova categoria a premiar, o Digital, conforme podemos ler no nosso artigo alusivo a este tema.


Blogs do Ano

Já no ano de 2016, a Media Capital decidiu começar a premiar os melhores blogs e bloggers nacionais através da iniciativa “Blogs do Ano”, que ajudou a revelar quais os blogs mais influentes e os que mais apaixonaram os portugueses em 10 categorias.

 

Os prémios “Blogs do Ano” já contam com 3 edições, sendo uma forma de apoiar o talento para além das plataformas tradicionais, em especial o digital.

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Social Media

No passado dia 12 de Setembro, o Parlamento Europeu aprovou uma proposta de alterações significativas relativamente aos direitos de autor no mercado único digital, que ainda serão alvo de avaliação em janeiro de 2019, podendo sofrer alterações.

O Artigo 13 faz parte de uma nova diretiva sobre os direitos de autor, criada com o objetivo de proteger a criatividade e de encontrar formas mais eficazes de os detentores dos direitos de autor protegerem o respetivo conteúdo online.


A forma como conhecemos a internet poderá mudar na Europa


A proposta tem sido alvo de várias polémicas, porque as plataformas e as redes sociais vão passar a ter mecanismos que impedem a publicação de imagens ou vídeos que estejam protegidos por direitos de autor.


Com o objetivo de facilitar o apuramento dos direitos de autor, a proposta passa por responsabilizar as plataformas de vídeo e redes sociais a filtrar os conteúdos. Neste tema, há quem se encontra a favor, referindo que a legislação defende a propriedade intelectual dos criadores e aqueles que estão contra, argumentam que a legislação vai condicionar a liberdade de expressão ao filtrar aquilo que chega à internet.


Liberdade condicionada para futuras publicações


Resumidamente, com a provação do Artigo 13, as futuras publicações dos utilizadores, vão ter que ser repensadas. Se publicar uma fotografia sua, em que esteja usando uma camisola em que esteja estampada uma determinada marca de uma empresa ou de outra entidade que tenha direitos de autor, essa mesma empresa poderá processá-lo, uma vez que detém esses mesmos direitos de autor da marca. O Artigo 13 é, por isso, fatal para todos aqueles que gostam de partilhar os seus momentos na internet ou até gifs animados de excertos de filmes ou séries que já se tornaram parte da cibercultura.


Youtubers lançaram polémica em torno do Artigo 13


O Artigo 13 foi dado a conhecer por vários youtubers de todo mundo, tendo mesmo a plataforma de vídeos pedido aos utilizadores que fizessem publicações referentes a esta temática para alcançar o maior número de pessoas.


De forma a esclarecer não só os youtubers, mas a comunidade em geral, o porta-voz do Parlamento Europeu disse, em comunicado, que “muitas das alterações à proposta original da Comissão Europeia pretendem garantir que artistas, nomeadamente músicos, intérpretes e autores de textos, bem como editores de notícias e jornalistas, sejam pagos pelo seu trabalho quando são utilizados através da partilha de plataformas como o Youtube ou o Facebook e agregadores de notícias, como o Google Notícias”.


Admitiu, ainda, que o Artigo 13 tem sido alvo de debate. No entanto, garantiu que “quando a poeira assentar, a Internet continuará tão livre quanto é hoje, os criadores e jornalistas estarão a ganhar uma parcela mais justa das receitas geradas pelas suas obras e estaremos a perguntar-nos sobre o motivo de todo este alarido”.

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